De acordo com o Sistema de Alerta de Desmatamento (SAD) do Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon), o desmatamento de agosto na Amazônia Legal foi de 240 km², 15% a mais em relação ao mesmo mês de 2010, quando o desmate foi de 209 km². Pará, com 49%, lidera o ranking dos estados que mais desmataram, seguido de Rondônia (19%), Mato Grosso (15%), Amazonas (9%), Acre (4%), Roraima (3%) e Tocantins (1%).


No que se refere a florestas degradadas, ou seja, exploradas por queimadas ou atividades madeireiras, o resultado das análises do Instituto apontam o caminho inverso do desmatamento. Em agosto deste ano fora 131 km² de degradação florestal, uma redução de 92% em relação ao mesmo mês do ano passado (1.555km²). A maioria está no Mato Grosso, com 58%, seguido pelo Pará (21%), Amazonas (7%), Rondônia (7%), Roraima (5%), e Acre (2%).



"No ano passado, o Brasil estava pegando fogo, especialmente o Mato Grosso. Por isso, a degradação florestal foi bem grande. Este ano está dentro do número normal para o período de seca, que é quando tem muitas queimadas, exploração, desmatamento. Em relação ao aumento dos desmates, isso pode estar relacionado ao efeito hidrelétrica das usinas de Jirau e Santo Antonio, no rio Madeira, em Rondônia, e de Belo Monte, na região de Altamira, no Pará. O debate sobre o Código Florestal também influenciou nos números", afirma Sanae Hayashi, pesquisadora do Imazon.




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