Maria Clara Valencia
06 de Dezembro de 2011
Anualmente, 300 milhões de toneladas de sedimentos são transportados a cada ano pelos rios da Colômbia até os oceanos. A contaminação vem de atividades como mineração, extração de petróleo, desmatamento e monoculturas.
O documento ‘Perspectivas do meio ambiente na Amazônia – GeoAmazônia’, publicado em 2009 com apoio das Nações Unidas afirma que, para cada grama de ouro são despejados nos rios pelo menos três de mercúrio. São 24 quilos do metal nas águas colombianas a cada quilômetro quadrado. De acordo com Santiago Duque, professor da Universidade Nacional da Colômbia, um dos rios mais afetados do país é o Puré, entre Caquetá e Putumayo, região que também sofre com atividade petroleira.
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Em Putumayo encontramos os rios Putumayo, Caquetá, Mocoa, Mecaya, Caucayá, Sencilla, Guamuéz, San Miguel, Sabilla, Orito, Mulato, Rumiyaco e La quebrada Concepción.
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O desmatamento da floresta é outro fator a ser considerado. Em alguns casos observa-se o desmate para plantação de coca. A produção da pasta base de cocaína usa duas toneladas de ácido sulfúrico, cal, gasolina, querosene, permanganato de potássio e amoníaco por hectare de coca processada e tudo isso também vai parar nos rios amazônicos da Colômbia.
Além disso, a maioria dos povoados não conta com esgoto e as águas residuais são despejadas nos rios sem qualquer tipo de tratamento. Em relação a resíduos domésticos, os rios da Amazônia colombiana também recebem descarte de plástico, vidro e latas. Em uma ação recente de limpeza dos rios da cidade de Letícia, capital do estado Amazonas, foram recolhidas 3,8 toneladas de detritos.