Tive a oportunidade de conhecer Manaus e Itacoatiara, município a 200km da capital numa viagem feita há 4 anos. O período de permanência foi curto, apenas três dias, mas foi tempo suficiente para se encantar com a beleza da Amazônia e clicar a diversidade natural no meio da mata ao longo dos rios Amazonas e Urubu.






Nascer do Sol no Rio Amazonas

Nessa altura do Rio, é impossível enxergar o outro lado da margem.


Jibóia

A Jibóia adulta pode alcançar 4m de comprimento, e se apresenta na hierarquia das cobras como a segunda maior, ficando atrás apenas da Sucuri. Segundo o tradicional ditado da cultura Tupi: " Na selva um jacaré pode matá-lo, uma onça pode matá-lo e uma jiboia pode matá-lo. Mas só com a jiboia a morte será certa." Dentro da simbólica linguagem Tupi, Jibóia significa Mairapuã (a morte rasteira).



Pássaro é observado nas margens do Rio Amazonas/ AM.



Capivara (Hydrochoerus hydrochaeris).


Detalhe de Arara Vermelha (Ara chloroptera)

Existem 17 espécies de Araras catalogadas em toda América Tropical, sendo que a arara-azul-pequena (Anodorhynchus glaucus) já foi extinta pela ação do homem no século passado. Atualmente outras duas espécies correm o risco de extinção : a arara-azul-grande (Anodorhynchus hyacinthinus), e arara-azul-de-lear (Anodorhynchus leari), cuja população mundial beira 500 sobreviventes.


Garça branca grande (Casmerodius albus)

A copa das árvores, chegam a medir até 50 metros do solo. O solo quase sempre protegido dos raios solares, devido a grande a grande massa de árvores, faz com que o chão tenha uma vegetação muito escassa. No entanto,a maior parte da fauna amazônica é composta de animais que habitam as copas das árvores, entre 30 e 50 metros.



Bicho Preguiça, animal fácil de ser encontrado nas copas das árvores ao longo dos rios amazônicos. A Preguiça se alimenta basicamente das folhas das árvores, e por isso vive em suas copas, longe dos predadores.


Orquídea

Estima-se que existam mais de 20.000 espécies de Orquídeas em todo o Planeta Terra. Esta orquídea não é típica da Floresta Amazônica, e faz parte de um orquidário natural existente no município de Itacoatiara.


Iguana

A Iguana é um animal fácil de encontrar nas copas da árvores da Floresta Amazônica. Diurna, ela é praticamente um ser vegetariano, se alimenta de insetos quando jovem e na fase adulta consome   flores de hibisco, ipê, pétalas de rosa, entre outras.



Casa a beira do Rio Urubu. Município de Itacoatiara, duas horas de carro de Manaus.


Margens do Rio Urubu

As comunidades ribeirinhas do Rio Urubu são, em sua grande maioria, descendentes diretos dos índios da região. As condições de vida estão condicionadas ao Rio, que serve como fonte de alimentação e sobrevivência.


Jandira

As comunidades ribeirinhas do Rio Urubu são, em sua grande maioria, habitadas por descendentes diretos dos índios da região. A índia Jandira nasceu na beira do Rio, e lembra com emoção das lendas da região contadas por seu pai.



A alimentação dos ribeirinhos que vivem as margens dos Rios que cortam a Selva Amazônica, é predominantemente a base de peixes, bijú e frutas locais.  A Pesca  artesanal é uma fonte de renda na medida em que se torna moeda de troca por outras mercadorias. O dinheiro nessas comunidades não tem tanto valor, pois o escambo ainda é muito praticado como forma de troca e sustento.



A região Amazônica brasileira recebe anualmente cerca de 3.000 turistas estrangeiros atraídos pela pesca esportiva ao longo dos rios.


Comunidade ribeirinha

As comunidades ribeirinhas do Rio Urubu são, em sua grande maioria, descendentes diretos dos índios da região. As condições de vida estão condicionadas ao Rio, que serve como fonte de alimentação e sobrevivência.

Coruja

Durante o trajeto de barco nas margens dos Rios Urubu e Amazonas, é muito comum encontrar algumas espécies de pássaros imóveis nos topos das árvores secas.



Árvores a beira do Rio Amazonas. Em alguns locais, as margens do Rio são cobertas por pasto e podemos encontrar até cavalos se alimentando. É um ambiente diversificado, pois muitos filhotes de jacarés também estão hospedados próximos a estas pastagens. Árvores de grande altura abrigam pássaros de maior porte.



Nas margens do Rio Urubu, as casas são construídas com pedaços de madeiras e suspensas do rio por palafitas. Energia elétrica é raridade na região cujo entardecer rosa favorece a aparição dos Botos de mesma cor.



Pôr do Sol no Rio Urubu. Dizem as tradições folclóricas populares da região, que o Rio Urubu ganhou este nome após uma chacina cometida em 1729 pelo capitão portugues Belchior Mendes de Moraes. Seu comando dizimou 300 malocas, matando em sacrifício mais de 28 mil índios das margens do rio que passou a se chamar Rio Urubu devido à montanha de cadáveres empilhados.


Victor Moriyama, 25, nascido em São Paulo, formado em Comunicação Social na Faculdade Cásper Líbero. Trabalha como repórter fotográfico e com Direção de fotografia para Cinema e TV. Em 2003 estudou Sociologia em Paris onde iniciou seu projeto literário recentemente publicado :  « Estética Marginal » (Ed. Zupi 2009) que retrata as artes urbanas na cidade São Paulo. Atualmente é Sócio da Produtora Audiovisual « Suburbia Filmes » onde trabalha como Diretor de Fotografia.
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