Esta notícia foi muito esperada pelos equatorianos. Em agosto de 2010 o governo de Rafael Correa criou um instrumento financeiro para receber contribuições financeiras de países desenvolvidos que compensassem o país pela não exploração dos 846 milhões de barris de petróleo sob as terras do Parque Nacional Yasuní.


Nesta quarta-feira Ivonne Baki, chefe-negociadora do Equador na iniciativa Yasuní ITT, anunciou que o país atingiu a meta de U$ 100 milhões até dezembro para evitar a exploração de petróleo na região. De acordo com ela o país "não apenas atingiu, mas superou a meta". As doações teriam vindo de países europeus como Bélgica, França e Alemanha. Os valores exatos das doações não foram revelados. Rafael Correa aproveitou a ocasião para afirmar que "a reserva de petróleo ficará sob a terra por tempo indefinido".

Alta biodiversidade

Em setembro, o mapa da biodiversidade do Yasuní foi divulgado pela organização Finding Species. O local foi considerado o mais rico do hemisfério oeste em termos de mamíferos, anfíbios, pássaros e plantas. 655 espécies de árvores foram encontradas em um único hectare. De acordo com cientistas que atuaram na publicação, o Yasuní merece ser prioridade global de conservação.




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